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Onde Hitchcock errou a mão?

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Truffaut morreu há 25 anos
Postado por Sílvio Osias em 21 de outubro de 2009 às 15:04

Truffaut (D) em 'Noite Americana'

Truffaut (D) em 'A Noite Americana'

François Truffaut morreu há vinte e cinco anos. Nós que fomos contemporâneos da sua morte sabemos que a França viveu um clima de luto nacional. O menino que morou no reformatório e correu o risco de se transformar num marginal foi salvo pelo cinema e orgulhava os franceses. Vi muitos dos seus filmes na época em que foram lançados. Achava especialíssimo ir ao cinema ver o novo filme de Truffaut.

Temos muitas razões para gostar dele. Em primeiro lugar, os melhores filmes que realizou. “Jules e Jim” está sempre na frente das listas. Milton Nascimento costuma dizer que decidiu ser compositor no dia em que viu “Jules e Jim”. Bituca e Márcio Borges, seu primeiro letrista, saíram do cinema e foram para casa compor.

“Os Incompreendidos”, o filme de estreia, é outro grande Truffaut. Como Paris está bonita naquelas imagens iniciais! E “A Noite Americana”, sua muito sensível declaração de amor ao cinema. Mas tem também a crítica, reunida em livros aos quais voltamos sempre com imenso prazer, além da paixão por Alfred Hitchcock – traduzida no livro/entrevista que nenhum cinéfilo pode deixar de ler.

Há, no entanto, uma coisa que deve ser dita mesmo pelos que amam o cinema de Truffaut. A carreira dele talvez não confirme o espírito inquieto da Nouvelle Vague, movimento do qual fez parte na virada da década de 1950 para a de 1960. O tempo parece ter aproximado Truffaut dos mestres, enquanto Godard, seu companheiro de Nouvelle Vague, entrou para a categoria dos inventores. ”Acossado” não nos deixa mentir.

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Categoria: ArtigosCinema
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